Aurora Coop investirá R$ 1,1 bilhão e construirá novo frigorífico em São Miguel do Oeste
Compartilhe:
A Aurora Coop anunciou um pacote de investimentos de R$ 1,1 bilhão para 2026, com foco na modernização e ampliação de sua estrutura industrial. O principal projeto será a construção de um novo frigorífico em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste catarinense, concentrando cerca de 50% do total previsto.
A nova unidade substituirá o frigorífico atual, inaugurado em 1980 e considerado defasado diante das exigências sanitárias e operacionais do mercado. O anúncio marca um novo ciclo de expansão da cooperativa, que encerrou 2025 com sobras de R$ 1,2 bilhão.
Atualmente, a planta de São Miguel do Oeste processa aproximadamente 2 mil suínos por dia. Com o novo projeto, a capacidade deverá saltar para 5 mil animais diários até o segundo semestre de 2027, prazo estimado para conclusão das obras.
Com a ampliação, o volume total de abates da Aurora, hoje em torno de 34 mil suínos por dia, deve se aproximar de 40 mil com a entrada da nova unidade em operação. A meta estratégica é alcançar 46 mil abates diários nos próximos anos, consolidando a posição da cooperativa entre as principais forças do setor no Brasil.
O novo frigorífico será construído dentro dos padrões tecnológicos mais atuais, com equipamentos modernos, certificações sanitárias federais, melhorias nas condições de trabalho e maior eficiência energética e operacional. A iniciativa representa não apenas aumento de escala, mas um reposicionamento industrial voltado à competitividade nos mercados nacional e internacional.
Com oito unidades de abate de suínos, a cooperativa reforça sua presença estratégica em Santa Catarina e em outros estados. Além de São Miguel do Oeste, municípios como Sarandi e Erechim estão no radar de ampliação. No Mato Grosso, a planta de São Gabriel do Oeste já teve sua capacidade ampliada recentemente de 3 mil para 5 mil suínos por dia.
Ao direcionar metade do investimento estadual para o Extremo-Oeste catarinense, a Aurora sinaliza confiança na capacidade produtiva e logística da região, fortalecendo a cadeia da suinocultura e impulsionando o desenvolvimento regional.